PJ realiza buscas em porta-contentores suspeito de transportar toneladas de cocaína no Porto de Sines.

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou esta terça-feira uma das maiores operações de combate ao tráfico internacional de droga dos últimos anos, após intercetar ao largo da costa portuguesa um navio porta-contentores suspeito de transportar toneladas de cocaína. A embarcação foi arrestada durante a madrugada e conduzida para o Porto de Sines, onde decorreram buscas de grande dimensão ao longo do dia.

A operação foi coordenada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, com o apoio da Marinha e da Força Aérea. Segundo as autoridades, o navio preparava-se para efetuar uma transferência da droga para embarcações mais pequenas em pleno mar, recorrendo ao método conhecido como “drop-off”, permitindo posteriormente o desembarque da cocaína em diferentes pontos da costa europeia.

O porta-contentores, identificado como MAERSK NOKWANDA e registado sob bandeira de Hong Kong, atracou no Porto de Sines por volta das 4h30, ficando imediatamente sob forte dispositivo de segurança. Construído em 2005, o navio mede cerca de 265 metros de comprimento, 37 metros de largura e tem capacidade para transportar aproximadamente 4.533 TEU (contentores de 20 pés). Proveniente de Colón, no Panamá, foi conduzido ao Terminal XXI, onde a Polícia Judiciária iniciou uma inspeção minuciosa à embarcação, procurando localizar toda a droga transportada e recolher prova para a investigação. As primeiras informações apontam para uma apreensão de várias toneladas de cocaína, embora a quantidade exata ainda não tenha sido oficialmente confirmada.

Também não foram divulgados, até ao momento, detalhes sobre a origem da carga, a forma como o estupefaciente foi introduzido a bordo ou a existência de detenções relacionadas com esta operação. A investigação centra-se numa rede internacional de tráfico de droga que utilizaria grandes navios mercantes para transportar cocaína através do Atlântico, recorrendo depois à transferência da carga para lanchas de alta velocidade antes da chegada aos portos europeus, dificultando a deteção pelas autoridades. O Porto de Sines foi utilizado como ponto de realização das buscas e das diligências policiais devido à capacidade para receber embarcações desta dimensão.

A operação não está relacionada com a atividade portuária de Sines, mas sim com uma investigação desenvolvida em alto-mar pelas autoridades portuguesas e internacionais. A Polícia Judiciária deverá revelar nas próximas horas mais informações sobre a quantidade de droga apreendida, eventuais detenções e os restantes contornos desta operação, considerada uma das mais relevantes do ano no combate ao narcotráfico internacional.

Deixe um comentário