Investigação revela como a cocaína foi colocada a bordo do porta-contentores intercetado ao largo de Sines.

A investigação à operação que levou à apreensão de cerca de cinco toneladas de cocaína ao largo de Sines revelou novos detalhes sobre o método utilizado pela rede de tráfico para introduzir a droga no porta-contentores.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, os fardos de cocaína foram içados para bordo com recurso a cordas, numa operação realizada em alto mar a partir de uma embarcação de menor dimensão. O carregamento terá sido efetuado enquanto o navio navegava, permitindo que a droga fosse transferida sem necessidade de atracar num porto intermédio. Este tipo de operação é conhecido pelas autoridades internacionais e tem sido utilizado por organizações criminosas para abastecer grandes navios durante a travessia marítima, reduzindo o risco de deteção.

O porta-contentores foi intercetado pela Polícia Judiciária ao largo da costa portuguesa, numa operação que contou com o apoio da Marinha Portuguesa e da Força Aérea. Posteriormente, a embarcação foi conduzida ao Porto de Sines, onde foram realizadas buscas que culminaram na apreensão de cerca de cinco toneladas de cocaína e na detenção de três suspeitos.

As autoridades continuam a investigar a origem da droga, o destino final da carga e a identificação de todos os elementos envolvidos nesta rede internacional de tráfico de estupefacientes, numa operação considerada uma das maiores apreensões de cocaína realizadas em Portugal nos últimos anos.

Imagem meramente representativa.

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