
O Governo da República garante que estão a ser tomadas medidas para assegurar o abastecimento de gás natural à Madeira durante a greve dos trabalhadores da REN Atlântico, responsável pela operação do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Sines, marcada para os dias 23, 24 e 25 de agosto.
Segundo o gabinete da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, existe um contacto permanente com a REN e foram acordados serviços mínimos para os três dias de paralisação, estando também a ser antecipados fornecimentos, dentro das limitações da capacidade de armazenamento existente na Madeira e das disponibilidades da empresa. A posição do Governo surge depois de o executivo madeirense ter manifestado preocupação com as possíveis consequências da greve em Sines e solicitado medidas para garantir a continuidade do fornecimento.
O gás natural proveniente do continente é essencial para o funcionamento da Central Térmica da Vitória, que representa cerca de 35% da capacidade de produção de energia de fonte térmica da região, levando o Governo Regional a alertar que uma eventual perturbação no abastecimento poderia afetar a segurança e fiabilidade do fornecimento de eletricidade. A greve dos trabalhadores da REN Atlântico foi convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e tem como principais reivindicações a criação de um regime de pré-reforma que compense o desgaste associado ao trabalho por turnos e a correção de desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham funções equivalentes.
O processo reivindicativo prolonga-se desde 2012. A existência de um acordo para a prestação de serviços mínimos durante a greve de 23 a 25 de agosto está igualmente registada pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).