Direção do Clube Náutico de Sines manifesta preocupação com futuro das atuais instalações.

A Direção do Clube Náutico de Sines manifestou preocupação com a possibilidade de a associação ter de abandonar as atuais instalações, defendendo que deverá ser disponibilizado um espaço alternativo que permita assegurar a continuidade da sua atividade.

Num comunicado nas redes sociais, a Direção recorda que o clube foi inaugurado a 29 de janeiro de 1981 e que, ao longo da sua história, formou centenas de velejadores, organizou regatas e manteve equipas de competição, particularmente na classe Optimist. Durante vários anos, promoveu também a regata Sinescat. Segundo a Direção, a associação mantém protocolos com a Câmara Municipal de Sines e com estabelecimentos de ensino, participa nas Férias Ativas e no programa Sines em Movimento, colabora com a Cercisiago e apoia provas de natação em águas abertas. Este ano, terá ainda colaborado na Volta a Portugal à Vela e proporcionado formação a mais de 200 participantes nas Férias Ativas.

A importância da modalidade foi recentemente destacada pelo presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, que afirmou que o concelho possui “condições excecionais” para a vela e para os restantes desportos náuticos, defendendo a sua dinamização em articulação com o turismo. De acordo com a Direção, o clube conta com mais de uma centena de associados e acolhe mais de uma centena de embarcações, servindo velejadores e praticantes de pesca desportiva e lúdica.

No comunicado, a Direção refere que algumas decisões da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) terão condicionado as atividades náuticas. Entre as situações apontadas encontram-se o encerramento da rampa de acesso ao mar, a retirada do contentor onde eram guardados os barcos da classe Optimist e a redução da licença de concessão de cinco anos para um. A Direção afirma ainda que o clube suportou os encargos com o processo de licenciamento do bar e a certificação das instalações elétricas, trabalhos que terão representado um investimento de dezenas de milhares de euros. O bar foi igualmente remodelado em 2025.

A Direção esclarece que o Clube Náutico não se opõe à saída das atuais instalações caso o espaço seja necessário para outros projetos. Defende, contudo, o cumprimento do ponto 2 da cláusula 9.ª da licença de concessão, que, segundo a interpretação do clube, prevê a disponibilização de outro local com condições, no mínimo, equivalentes às atuais.O comunicado recorda ainda que o espaço ocupado pelo clube resultou de uma permuta com um pavilhão anteriormente utilizado junto ao Pontal.

A Direção termina apelando à comunidade para que acompanhe a situação e defende a importância da instituição na promoção do acesso à vela, à pesca e às atividades ligadas ao mar.

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