
A rede pública de ensino de Sines tinha, no ano letivo 2024/2025, um total de 1.992 alunos. Destes, 1.329 frequentavam os estabelecimentos do Agrupamento de Escolas de Sines e 663 estavam matriculados na Escola Secundária Poeta Al Berto.
Na Secundária, 327 alunos frequentavam o 3.º ciclo, 253 o ensino secundário, 70 estavam distribuídos por seis turmas de cursos profissionais e 13 integravam uma turma de Educação e Formação. No pré-escolar público do concelho estavam inscritas 218 crianças. Os números não revelavam um aumento em relação ao ano anterior.
Em 2023/2024, o Agrupamento tinha 1.376 alunos e a Escola Secundária 661, num total de 2.037. A pressão sobre a rede escolar não resulta, por isso, apenas da evolução anual das matrículas, mas também da distribuição dos alunos pelos diferentes estabelecimentos e da adequação dos espaços disponíveis.
Esta realidade ganha particular relevância perante o crescimento demográfico registado no concelho. Como o Notícias de Sines publicou recentemente, Sines atingiu 16.943 habitantes em 2025, mais 1.909 do que em 2021, o que representa um aumento superior a 12%. Embora esta subida ainda não se reflita num crescimento anual das matrículas, reforça a necessidade de acompanhar a capacidade da rede escolar e de antecipar eventuais necessidades de novos espaços.
A autarquia mencionou recentemente a existência de limitações de espaço nos estabelecimentos de ensino, dando como exemplo a utilização de antigos balneários como salas de aula na Escola Secundária Poeta Al Berto. Foi também admitida a necessidade de construir uma nova escola em Sines, um investimento que poderá ultrapassar os 10 milhões de euros e que exigirá planeamento antecipado.
Perante este cenário, a educação deverá ser incluída no Plano Especial para Sines anunciado pelo Governo. O crescimento da população, a chegada de novas famílias e as limitações já identificadas nos estabelecimentos de ensino justificam que o reforço da rede escolar seja considerado no planeamento dos investimentos destinados ao concelho. Cabe ao Governo dar seguimento a esse mesmo plano especial para Sines, de modo a suprimir as necessidades.