
A fusão dos negócios da Galp e da espanhola Moeve não vai avançar, ficando afastada, no âmbito desta operação, a transferência do controlo da refinaria de Sines para uma nova empresa maioritariamente detida pelos acionistas da Moeve.
O fim das negociações foi anunciado pela Galp esta segunda-feira, 26 de outubro, após vários meses de conversações com a Mubadala Investment Company e o grupo Carlyle. A operação tinha sido apresentada em janeiro e previa a criação de duas empresas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e à mobilidade, com cerca de 3.500 postos de abastecimento, e outra que reuniria os negócios industriais, incluindo refinação, petroquímica e combustíveis de baixo carbono. Nesta última, a Galp teria uma participação minoritária superior a 20%, passando a refinaria de Sines a integrar uma estrutura controlada maioritariamente pelos acionistas da empresa espanhola.
Com o encerramento das negociações, essa alteração deixa de estar em cima da mesa. Segundo a Galp, as partes não conseguiram alcançar o entendimento comercial necessário para concretizar a parceria, apesar de reconhecerem potencial estratégico à combinação dos negócios.
A empresa assegura que este desfecho não afeta as operações atuais e mantém a confiança no desenvolvimento autónomo das suas atividades industriais e comerciais. No comunicado, destaca os projetos de transição energética em Sines, nomeadamente o eletrolisador de hidrogénio verde e a unidade de biocombustíveis avançados.
A Galp mantém, contudo, o interesse em futuras parcerias e na consolidação do setor, pelo que o fim deste negócio afasta a mudança de controlo agora prevista, sem representar uma garantia sobre todas as decisões futuras relativas à refinaria.