
A refinaria de Sines manteve uma atividade próxima da capacidade máxima no terceiro trimestre de 2026, num período marcado pela subida das margens de refinação.
Os dados divulgados pela Galp esta segunda-feira, mostram que a unidade beneficiou das condições do mercado internacional de produtos petrolíferos, sobretudo do gasóleo e do combustível para aviação. Entre julho e setembro, foram processados 22,2 milhões de barris equivalentes de matérias-primas. O desempenho do trimestre já refletiu parcialmente o início da manutenção programada da unidade de hidrocraqueamento, no final de setembro. A margem de refinação da Galp atingiu os 34 dólares por barril equivalente no trimestre, enquanto nos primeiros nove meses do ano se situou nos 22,1 dólares. Estes valores traduzem a margem da atividade de refinação e não o lucro líquido obtido por cada barril processado.
No segmento Industrial & Midstream, que inclui outras atividades além da refinaria de Sines, o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, ajustado pelo custo de substituição, ascendeu a 639 milhões de euros no terceiro trimestre. O complexo industrial de Sines continuou também a concentrar investimentos da petrolífera, com a execução dos projetos de hidrogénio verde e de produção de biocombustíveis, incluindo combustível sustentável para a aviação.
Estes projetos integram a transformação da atividade industrial da Galp e estiveram entre os destinos do investimento realizado pelo grupo nos primeiros nove meses de 2026.