Trabalhadores da Petrogal saúdam fim do negócio Galp-Moeve e defendem refinaria de Sines na esfera nacional.

A Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal saudou o fim das negociações entre a Galp e a Moeve, considerando que o desfecho beneficia Portugal e preserva a integração da refinaria de Sines no grupo português.

A posição foi divulgada ontem, num comunicado intitulado “Caiu o negócio, ganhou o país”. Para os representantes dos trabalhadores, a operação colocaria a unidade industrial de Sines numa sociedade sediada em Espanha e controlada por capitais estrangeiros, separando-a da atual estrutura empresarial. A comissão entende que a manutenção da ligação entre refinação e distribuição é relevante para a soberania energética nacional.

Apesar da satisfação, a estrutura sublinha que as negociações terminaram por divergências comerciais entre as partes, e não por uma decisão de proteção do interesse nacional ou dos trabalhadores. Nesse contexto, voltou a defender a nacionalização da Galp e reclamou que os resultados da empresa sejam aplicados no investimento, na valorização dos salários e na melhoria das condições de trabalho.

O encerramento das conversações foi confirmado pela Galp após vários meses de negociações com os acionistas da Moeve, iniciadas na sequência do acordo não vinculativo anunciado em janeiro. A empresa garante que a ausência de entendimento não afeta as operações atuais e mantém os projetos de transformação industrial em Sines, incluindo a produção de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados.

A petrolífera continua, contudo, a considerar que futuras parcerias e operações de consolidação poderão contribuir para reforçar a competitividade e a capacidade de investimento dos seus negócios.

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