
A Galp mantém o interesse numa parceria para a refinaria de Sines, apesar do fim das negociações com a espanhola Moeve, enquanto o Governo manifestou disponibilidade para apoiar as condições de investimento e a descarbonização da unidade industrial.
A administração da petrolífera considera que a entrada de um parceiro pode trazer ganhos de escala, competitividade e capacidade de investimento, admitindo deixar de deter a totalidade do negócio numa futura associação. Esclareceu, porém, que não existe atualmente outra operação em cima da mesa. As conversações com a Moeve terminaram por não ter sido possível alcançar um entendimento que assegurasse a criação de valor pretendida, mantendo-se a abertura a futuras parcerias.
Os ministérios da Economia e do Ambiente reconheceram a importância estratégica da refinaria e garantiram “total disponibilidade” para criar condições que permitam à Galp continuar a investir e a reforçar a sua atividade em Portugal. A empresa pede estabilidade fiscal, regras claras e incentivos adequados à transformação da refinaria, apontando diferenças face aos apoios concedidos em Espanha. O Governo destacou os projetos de hidrogénio verde e de biocombustíveis avançados em Sines pelo seu contributo para a transição energética.
A disponibilidade manifestada não foi, contudo, acompanhada do anúncio de montantes ou de medidas concretas de financiamento.