Aquele que seria um dos pilares do ainda maior crescimento do Porto de Sines, sofreu um rude golpe em terras chinesas. O governo chinês rejeitou a aliança tripartida, entre os maiores armadores do mundo, onde se encontram a dinamarquesa Maersk, a suiço-italiana MSC e a francesa CMA CGM, que juntas iriam formar a Aliança P3 que iria começar a operar em Sines em Outubro próximo. A polémica decisão do governo chinês é justificada pelas normas de controlo de concentração empresarial existentes dentro do mercado chinês, pelo que a Aliança P3 não poderá operar dentro do território deste país asiático. A Maersk, armador número um do Mundo, já afirmou em comunicado que não irá recorrer da decisão e que irá acatar a mesma, referindo ainda que todos os procedimentos relativos aos estudos e relatórios de implementação da rede P3. Anunciada há um ano, a aliança tripartida passava como objectivo primordial a partilha tanto de rotas e navios entre as três companhias de modo a operar mais eficientemente, baixar custos para o cliente e melhorar potencialmente a qualidade do serviço prestado. A frota P3 iria ter 255 Porta-Contentores com uma capacidade bruta total de quase 3 milhões de TEU’S. Tendo em conta que o maior mercado das rotas contentorizadas é precisamente o mercado asiático, a extinção do P3 parece iminente, o que é más notícias para o Porto de Sines, visto que o Terminal XXI seria o Porto P3 em Portugal, o que iria proporcionar um crescimento ainda mais alargado do que já se tem visto nos últimos anos, podendo esta decisão por um travão na Fase III de expansão do Terminal XXI.
