Projecto “Portugal Romano” em visita no Concelho de Sines

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De Sines ou do seu território já era conhecida a ocupação humana desde a Pré-História, como comprovavam os inúmeros trabalhos arqueológicos desenvolvidos por Carlos Tavares da Silva e de Joaquina Soares, e a notável obra de sua autoria, cuja leitura ainda hoje é indispensável, “Pré-História da Área de Sines” editado em 1981 pelo Gabinete da Área de Sines.

Da Idade do Ferro, há também registo no concelho, não podendo deixar de lembrar o célebre “O Tesouro do Gaio”, descoberto numa herdade do termo de Sines, em 1966, muito possivelmente de origem púnica.

Recentes sondagens realizadas dentro do perímetro amuralhado do Castelo, coordenadas por Antónia Soares e Carlos Tavares da Silva, e que foram objecto de trabalhos publicados a que Joaquina Soares vieram comprovar a presença humana desde o Paleolítico.

A presença romana também já referenciada através das fábricas de salga existentes no exterior da muralha, foi confirmada em recentes trabalhos no interior da fortificação, e fazer equacionar a função estritamente piscatória e fabril desta cidade, salientando-se o aparecimento de uma base de uma estátua de Marte, publicada por José d’Encarnação, e um importante conjunto de elementos arquitectónicos de uma possível basílica visigótica do século VII que se encontra no Museu de Sines e que vem ajudar a comprovar a importância que Sines deve ter tido em Época romana e tardo-romana. O pedestal, em mármore, tem uma inscrição muito erodida que indica que as estátua foi mandada erguer por disposição testamentária de um sacerdote encarregado do culto imperial.

De acordo com José d’Encarnação, o aparecimento de um pedestal para uma estátua dedicada a Marte só se justificaria com a existência de um espaço público a que estátua estivesse associada, muito provavelmente um templo, sobre o qual poderá ter vindo a assentar uma provável basílica visigótica.

Assim, no concelho de Sines, “Portugal Romano” visitará Sábado, Dia 5:

De manhã:

10h – Porto Covo e travessia para a Ilha do Pessegueiro, onde a presença romana se faz representar com salgadeiras de peixe.

Poderemos ainda observar, se seguida, o Forte da Ilha e a importante fauna e flora deste local.

Pelas 13h 30m, almoçaremos em S. Torpes

Pelas 15h 30m visitaremos o Castelo e seu núcleo museológico.

18h A Capela das Salvas.

O Portugal Romano não garante os transportes e do preço estimado para a visita será dado conhecimento a curto prazo.

Contudo, informa desde já que este evento implica o pagamento, para além da refeição e custos relativos à organização, do barco de travessia para a ilha, pelo que se estima que a totalidade onere em 25 Euros.

Mais info em PortugalRomano.com

Fonte: Filomena Barata

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