Regulador defende extensão do oleoduto Sines-Aveiras até Lisboa

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O presidente da Autoridade Nacional para o Mercado de Combustíveis defendeu que o oleoduto que transporta produtos petrolíferos desde a refinaria de Sines até Aveiras deveria ser estendido “até à zona de Lisboa”, para “retirar camiões cisterna das estradas”.

O oleoduto que transporta gasolina, gasóleo e outros combustíveis refinados em Sines termina actualmente o seu percurso no parque de armazenamento de combustíveis de Aveiras de Cima, de onde os produtos petrolíferos como a gasolina e o gasóleo seguem por via rodoviária para outros destinos.

O presidente da Autoridade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ANMC), Paulo Carmona, que falava durante a apresentação da última edição da ‘BP Statistical Review of World Energy’, explicou também que existe um problema de “sub-dimensionamento da estrutura logística e de transporte” e adiantou que gostaria de estudar esse assunto com a CLC, proprietária do oleoduto e controlada pela Galp.

Por outro lado, referiu que “também a ligação do oleoduto da Cepsa até ao porto de Sines devia ser estudada, para fazer deste porto o fornecedor principal para um ‘hinterland’, abrangendo a Extremadura espanhola”.

“Devíamos tentar construí-lo com todos os operadores”, sublinhou ainda.

Durante a cerimónia de apresentação do documento anual da BP, que se realizou nas instalações do ISCTE, em Lisboa, Paulo Carmona lembrou também as conclusões de um estudo recente sobre os preços do gás de botija em Portugal, que apontam que estes são no mínimo 50% superiores aos do gás natural.

O responsável máximo da ANMC lembrou que o novo regulador pretende publicar e divulgar os preços neste sector, fazer uma maior monitorização e acompanhamento do mercado e eliminar barreiras à entrada. E referiu como um bom exemplo a venda de botijas de gás em grandes superfícies que se faz em França.

 

Fonte: NAM

 

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