ANTRAM contesta oleoduto entre Sines e o Aeroporto da Portela

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Camionistas opõem-se à extensão do oleoduto que liga a refinaria de Sines a Aveiras de Cima até à Portela.

O projecto, com cerca de 40 quilómetros e orçado em 30 milhões de euros, está a ser analisado pela Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis, liderada por Paulo Carmona, revelou recentemente o Diário Económico. O objectivo é acabar com o isolamento energético do maior aeroporto do país, cuja fragilidade ficou precisamente demonstrada nos sucessivos bloqueios realizados por camionistas.

A Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) defende, em comunicado, que “o método de transporte de jet fuel para o Aeroporto da Portela tem-se revelado eficaz e seguro, na medida em que é assegurado por empresas transportadoras devidamente credenciadas e reguladas para esse transporte”. Requisitos que, segundo a mesma fonte, exigem elevados custos no que toca ao cumprimento das normas, número de trabalhadores e veículos especializados.

Outro dos argumentos contestado é o valor da extensão do oleoduto face ao valor do frete por camião, 180 euros. “Não nos parece justificável um investimento desta envergadura, que ascenderá aos 30 milhões de euros. Além disso, o projecto retirará trabalho a pessoas e empresas para beneficiar o lobby da construção”, adianta a ANTRAM.

Na mira da crítica dos camionistas está ainda a continuidade do Aeroporto da Portela, que permanece uma incógnita, situação que mereceu também reserva por parte dos accionistas da Companhia Logística de Combustíveis, empresa responsável pela gestão do oleoduto. Da sua estrutura de capital fazem parte a Galp (65%), BP (15%), Repsol (15%) e Rubis (5%).

Notícias de Sines com Diário Económico.

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