
Andreia do Ó Pacheco levou às livrarias, o livro “O Manifesto dos Caramujos”, uma obra onde a escrita poética se cruza com a memória, a observação social e uma ligação profunda a Sines.
Publicado pela Poesia Fã Clube, o livro conta com 92 páginas e apresenta-se como uma viagem íntima, mas também colectiva, por temas como a identidade, o território, a passagem do tempo e a forma como cada pessoa se relaciona com o lugar onde nasceu, cresceu ou escolheu viver.
Em “O Manifesto dos Caramujos”, Andreia do Ó Pacheco constrói uma escrita marcada pela sensibilidade, mas também por um olhar atento sobre o mundo à sua volta. O caramujo surge como imagem simbólica de resistência, lentidão, abrigo e persistência, num tempo em que tudo parece exigir pressa, ruído e movimento constante. A obra reflecte também uma forte ligação a Sines, não apenas como cenário, mas como presença emocional. A cidade, o mar, as memórias e as pequenas marcas do quotidiano aparecem como elementos que ajudam a dar corpo a um manifesto pessoal, feito de afecto, inquietação e esperança.Mais do que um simples livro de poesia,
“O Manifesto dos Caramujos” afirma-se como uma obra onde a autora observa a vida com delicadeza, mas sem deixar de lado a crítica e a reflexão. Entre palavras simples e imagens fortes, Andreia do Ó Pacheco convida o leitor a abrandar, a olhar melhor para o que o rodeia e a reconhecer valor nas coisas que muitas vezes passam despercebidas.
Com esta publicação, a autora junta o seu nome ao conjunto de criadores ligados a Sines que têm levado a identidade local para a literatura, mostrando que a cidade continua a inspirar novas vozes, novos olhares e novas formas de contar o território.