
A greve dos trabalhadores da REN Atlântico, responsáveis pela operação do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Sines, registou uma adesão de 100% nos primeiros dois turnos deste domingo, 23 de agosto, segundo a Fiequimetal.
De acordo com a estrutura sindical, não estava a ser efetuado qualquer abastecimento de cisternas, mantendo-se, contudo, os serviços mínimos e o abastecimento à rede nos níveis definidos para um fim de semana. A paralisação começou às 00h00 deste domingo e prolonga-se até terça-feira, 25 de agosto, tendo sido convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal.
Entre as principais reivindicações estão a criação de condições de acesso à pré-reforma que tenham em conta o desgaste do trabalho por turnos e a correção de diferenças salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções. Segundo os sindicatos, muitos trabalhadores do Terminal de GNL de Sines acumulam já cerca de duas décadas de trabalho por turnos. A REN confirmou a realização da greve e garantiu que estão asseguradas as operações críticas para a segurança do abastecimento e gestão das reservas de gás.
A paralisação acontece numa altura em que está a ser equacionado o regresso do Estado ao capital da REN, depois de o Governo ter manifestado a intenção de avaliar uma participação pública na empresa responsável pelas redes nacionais de transporte de eletricidade e gás.