
As empresas alemãs estão a acompanhar com interesse o projeto da gigafábrica de inteligência artificial que Portugal pretende instalar em Sines, embora existam preocupações relacionadas com a burocracia e a demora dos processos administrativos.
Em declarações recentes, Markus Kemper, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, considerou que um investimento desta dimensão poderá atrair novos investidores alemães para Portugal. O responsável destacou o custo competitivo da energia e a crescente necessidade de capacidade de processamento de inteligência artificial na Europa.
Sines é a principal localização portuguesa da candidatura ibérica, que poderá representar um investimento de cerca de seis mil milhões de euros do lado nacional. A disponibilidade de energia renovável, os cabos submarinos, o porto e a concentração de centros de dados reforçam a atratividade do concelho.
Apesar das vantagens, Markus Kemper alertou para os atrasos nos licenciamentos e para a complexidade dos procedimentos. A eventual instalação da gigafábrica poderá atrair empresas tecnológicas e criar emprego qualificado, reforçando a posição de Sines na economia digital europeia.
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