ZERO defende que novo cais de Sines deve privilegiar a eólica offshore.

A associação ambientalista ZERO considera que o futuro Cais de Carga Geral do Porto de Sines deve privilegiar o apoio à transição energética e ao desenvolvimento da indústria eólica offshore em Portugal.

O projeto, promovido pela Administração dos Portos de Sines e do Algarve, prevê utilizações como a movimentação de carga geral e granéis agroalimentares, operações Ro-Ro, apoio às energias renováveis no mar e atividades logísticas civis e militares. Contudo, a ZERO entende que o Estudo de Impacte Ambiental não esclarece qual será a principal finalidade da infraestrutura.

A associação destaca que a plataforma com cerca de 19 hectares, a elevada capacidade de carga e a ligação ferroviária prevista oferecem condições para criar em Sines uma cadeia industrial ligada à eólica offshore, incluindo montagem de equipamentos, manutenção, reparação, engenharia e logística especializada.

Para a ZERO, Portugal deve aproveitar o projeto para gerar capacidade industrial e emprego qualificado, evitando que Sines funcione apenas como ponto de passagem de componentes produzidos no estrangeiro. A organização considera igualmente necessário definir melhor a eletrificação do terminal, a utilização de maquinaria elétrica, a produção local de energia renovável e os sistemas de armazenamento.A associação pede ainda uma avaliação conjunta dos impactos do novo cais e do prolongamento do Molhe Leste sobre os habitats marinhos, a paisagem, a dinâmica costeira, o consumo de materiais e as emissões.

A ZERO esclarece que não se opõe ao reforço da capacidade portuária de Sines, mas considera que a justificação ambiental do investimento dependerá da utilização efetivamente atribuída à nova infraestrutura.

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