
A ACM – Alchemy & Critical Metals está a desenvolver um projeto industrial em Sines para a refinação de antimónio, um mineral considerado crítico pela União Europeia e utilizado em setores como a defesa, energia, semicondutores, tecnologia e mobilidade.
A empresa, criada por promotores portugueses, já reservou um terreno de 131 mil metros quadrados na ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, através de um acordo com a aicep Global Parques, com direito de superfície por 30 anos. O projeto prevê a produção anual de 10 mil toneladas de antimónio metálico, das quais 7.500 toneladas terão origem em produção primária e 2.500 toneladas em reciclagem.
A entrada em operação está prevista para 2030, com a criação estimada de 150 postos de trabalho diretos altamente qualificados e 300 indiretos, ligados à cadeia de valor, logística, serviços e fornecedores. A ACM pretende posicionar Sines como uma localização estratégica para a transformação de matérias-primas críticas em solo europeu, num contexto em que a produção e refinação de antimónio continuam fortemente concentradas na China, país que tem aplicado restrições à exportação deste mineral.
A escolha da ZILS está associada às condições logísticas e industriais da zona, à proximidade ao Porto de Sines e às ligações ferroviárias, rodoviárias e energéticas existentes. O projeto avança agora para fases de estruturação de financiamento, licenciamento e decisão final de investimento, estando também em curso a intenção de obter o reconhecimento como Projeto de Potencial Interesse Nacional.
A empresa quer manter o centro de decisão em Portugal e admite a entrada de novos investidores no âmbito da estruturação de capital, privilegiando uma base acionista de matriz portuguesa.
A unidade será autónoma face a outros projetos industriais previstos para Sines, mas poderá beneficiar do ecossistema regional ligado à logística, energia, hidrogénio verde e indústria tecnológica.