
Carlos Salvador apresentou a renúncia ao mandato de vogal da Junta de Freguesia de Sines, anunciou a Concelhia de Sines do Partido Socialista num comunicado divulgado esta terça-feira, 6 de outubro.
O PS apoia a decisão pessoal do eleito, que associa à persistência de divergências no funcionamento do executivo e à perda de confiança política. Segundo os socialistas, ao longo dos últimos 11 meses acumularam-se situações sobre as quais Carlos Salvador manifestou repetidamente discordância. O partido aponta comunicações e compromissos assumidos sem conhecimento prévio dos restantes membros do executivo, decisões aprovadas em reunião posteriormente contrariadas na gestão corrente e dificuldades de liderança, diálogo e articulação.
A gestão do ATL é um dos exemplos destacados no comunicado. O PS refere um processo de reestruturação que, segundo o partido, foi iniciado sem acordo do executivo, dificuldades na organização atempada dos transportes e divulgação de informação que considera incorreta sobre o histórico da gestão do equipamento. Os socialistas mencionam ainda declarações da presidente da Junta à Rádio Sines, nas quais, de acordo com o comunicado, o PS foi caracterizado como uma força de bloqueio. O partido rejeita essa caracterização e considera que as divergências e a progressiva perda de confiança levaram Carlos Salvador a concluir que não estavam reunidas as condições para continuar no executivo.
A Concelhia recorda que aceitou integrar a Junta após o impasse inicial na constituição do órgão, com o objetivo de contribuir para a estabilidade e para o trabalho em benefício da freguesia. Agradece também o trabalho de Carlos Salvador e afirma que continuará a exercer as suas responsabilidades na Assembleia de Freguesia e nos restantes espaços onde tem representação.