
Dezenas de pessoas participaram em Sines numa manifestação promovida pela plataforma “Tirem as mãos do Litoral Alentejano”, que reúne 13 movimentos e associações de várias localidades da região.
O protesto percorreu ruas da cidade e teve como principal objetivo denunciar a pressão crescente sobre o território, num momento em que o Litoral Alentejano continua a ser apontado para vários projetos industriais, energéticos, turísticos e imobiliários.
Durante a ação, os manifestantes exibiram cartazes e faixas com mensagens de defesa da água, da paisagem, do ambiente e da participação das populações nas decisões sobre o futuro da região. A plataforma contesta o que considera ser uma transformação acelerada do território, alertando para os impactos acumulados de projetos ligados à energia, à indústria, à agricultura intensiva e ao turismo.
Em Sines, os participantes defenderam que o desenvolvimento não pode ser decidido sem ouvir quem vive e trabalha no Litoral Alentejano, reclamando mais informação, mais debate público e maior envolvimento das comunidades locais.
A iniciativa juntou movimentos de vários concelhos e procurou reforçar a ideia de que a região não deve ser tratada apenas como espaço disponível para novos investimentos, mas como território habitado, com recursos naturais, identidade própria e populações que querem participar nas escolhas sobre o seu futuro.