
Mariana Mortágua relacionou, num vídeo publicado nas suas redes sociais, os investimentos tecnológicos em Sines com a entrada do Estado no capital da REN, questionando os interesses que motivam a decisão do Governo.
No vídeo divulgado, a economista, política e ex-deputada do Bloco de Esquerda apontou o centro de dados de Sines, que associou à Microsoft, e o projeto de cabo submarino da Google com ligação à cidade como exemplos da crescente presença tecnológica norte-americana em Portugal.
Mortágua destacou a ligação destas infraestruturas à rede energética, afirmando que «é a REN que transporta energia, que garante o funcionamento do data center». Na sua análise, a aquisição de participações públicas em empresas estratégicas deve ser interpretada à luz destes investimentos. «Entraram no capital destas empresas para proteger o interesse estratégico dos Estados Unidos da América», afirmou, apresentando essa conclusão como a sua leitura das opções do executivo.
Mortágua defendeu ainda que a redução da dependência de capitais chineses está a ser acompanhada por um reforço da dependência tecnológica dos Estados Unidos e de grandes empresas do setor digital. As referências a Sines surgem, assim, num argumento mais amplo sobre o controlo das infraestruturas energéticas e digitais e a capacidade de Portugal para salvaguardar os seus interesses estratégicos.